Paralelismo entre os montes Tabor e Calvário

(Texto baseado numa reflexão monástica que o Autor leu há muitos anos, por ele ampliado e formatado)

TABOR, MONTE DA LUZ CALVÁRIO, MONTE DA DOR
1 – Com Pedro, Tiago e João, Jesus sobe ao monte (cf. Mt 17,1; Mc 9,2 e Lc 9,28), transfigurando-se diante deles. 1 – Também com Pedro, Tiago e João, Jesus, na véspera de sua paixão, ora no Getsêmani (cf. Mt 26,36; Mc 14,32 e Lc 22,39).
2 – Jesus faz brilhar a sua Luz inefável, como o Sol da justiça e fonte de luz eterna. 2 – Jesus vê ausentar-se até mesmo a luz do sol. As trevas cobrem toda a terra (cf. Mt 27,45; Mc 15,33 e Lc 23,44).
3 – Jesus está transfigurado e repleto de luz. Revela-se como Deus verdadeiro. 3 – Jesus está desfigurado. Não tem nem mesmo aparência humana. Eis o Servo padecente de Is 52,13-53,12.
4 – Jesus aparece ladeado por dois homens de Deus (Moisés e Elias), conversando com eles sobre o seu êxodo que consumaria em Jerusalém (cf. Lc 9,31). 4 – Jesus é crucificado em Jerusalém, também ladeado por dois homens, mas ladrões e malfeitores.
5 – Do céu, ouve-se uma voz que diz: “Este é o meu Filho, o Eleito; ouvi-o.” (cf. Lc 9,35). 5 – Na desolação máxima, Jesus grita: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”, mas nenhuma voz lhe vem do céu. (Aqui, Jesus experimenta o clamor de todos os pobres, excluídos e marginalizados de nosso mundo, quando, às vezes, se sentem esquecidos por Deus).
6 – Jesus “desce” do Tabor, para continuar sua missão salvífica. Seu destino vai ser Jerusalém, onde entregará ao Pai a sua vida por todos nós. 6 – Jesus morre e “desce” ao seio da terra, aparentemente vencido. É sepultado como indigente, em túmulo alheio.
CONCLUSÃO À LUZ DO MISTÉRIO PASCAL DE CRISTO
(A misteriosa ação de Deus e sua fidelidade ao projeto de salvação, eternamente por Ele decretado)
7 – No Tabor, a glória de Jesus foi passageira, apenas uma “amostra grátis” de sua verdadeira glória. 7 – No Calvário, o Pai ressuscita o Filho, fazendo-lhe justiça e chamando-O para a plenitude da vida, Senhor da glória definitiva e eterna. Eis aqui também a certeza de nossa ressurreição e glorificação (cf. Rm 8,17).

João de Araújo

 

 

 

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