À minha irmã falecida

Após tantas dores e gemidos tantos,
Para sempre deste mundo tu partiste,
Deixando, porém, minh’alma sempre triste,
E os olhos tornando qual fonte de prantos!

 

Que me valem, pois, deste mundo os encantos,
Se em meu coração, amargurado, existe
Uma dor amarga, igual a que sentiste
No leito de dores, a chamar os santos?

 

Não estás, eu sei, naquela sepultura,
Criou-te Deus como semente, querida,
Para o Céu brotaste, com glória e candura!

 

Que no meu crepúsculo, em missão cumprida,
Também eu encontre a Cidade tão pura,
Que Deus te ensinou a buscar nesta vida!

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João de Araújo

 

 

 

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