Tu me falas de paz

Nas noites vazias, sem céu estrelado,
Nas horas incertas do triste viver,
Nas ondas contrárias de um mar em revolta,
Nas dores amargas das vidas de dor...

 

Nas fracas certezas de um círio apagado,
Nas grandes ruínas das guerras sem fim,
Na estrada espinhosa da grande aventura,
Nos dias sombrios, sem sol, sem manhãs...

 

Nas dores trazidas por almas selvagens,
Nos lodos de um mundo de guerra e terror,
Nas lutas da vida tão cheia de dores,
Nas tardes sem brisa, sem luz nem frescor...

 

Nas grandes ruínas do amor em pedaços,
Nas loucas procuras de glórias tão vãs,
Nas dores amargas, que enrugam semblantes,
Nas trevas espessas do eclipse total...

 

Na grande amargura das vidas sem sonhos,
Nas cruzes visíveis dos montes de dor,
Nas quedas da vida sem mãos que socorram,
Nas mãos que suplicam sem nada obter...

 

Nos toques plangentes dos sinos já gastos
Nos frágeis consolos das glórias mortais,
Num mundo perdido, sem gestos fraternos,
Nos ares sem vida, sem voos de pardais...

 

Tu me falas de paz, Senhor, e em tua paz adormeço!


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Veja aqui uma pequena variante

João de Araújo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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João de Araújo - Tu me falas de paz