História de Esaú e Jacó - (Só um pedacinho)

(Cf. Gn 25,19-34; 27,1-38 – Com a referência de Hb 12,16)

1. Por que triste está o irmão? / Qual foi sua desventura?
Pois a primogenitura / Precisou até vender!...
Foi a fome, todos sabem, / Mas não soube dar um jeito,
E vendeu o tal direito, / Pra de fome não morrer!

Pra de fome não morrer, / Tal grandeza vai ceder!


2. Tinha feito então Jacó / Um bom prato de lentilhas,
Que foi isso uma armadilha, / Muitos vão sempre dizer.
Tendo, pois, assim agido, / Não foi má sua intenção,
Tal direito, de eleição, / Esaú não soube ter!

Esaú não soube ter, / E sem ele vai sofrer!


3. Já idoso e cego, Isaac / Esaú a si chamou,
E um guisado lhe implorou / Para a bênção conceder,
Mas a mãe ficou sabendo / E o tal prato preparava,
De que o pai tanto gostava, / Pra Jacó oferecer!

Pra Jacó oferecer / E tal bênção merecer!


4. Esaú, herói de caça, / Trouxe mais do que cabrito,
Mas Jacó fez mais bonito, / E Esaú não pôde crer!
Ouve o pai então dizer-lhe / Que também fora enganado,
Mas Jacó, abençoado, / Ia, assim, permanecer!

Ia, assim, permanecer / Para o reino florescer!


5. Saiba, irmão, que nesta história / Esaú ficou vermelho,
Sem na paz buscar conselho, / Perseguir vai sempre o irmão!
Isto aqui sempre acontece, / E ao amor Deus todos chama,
Quem não ouve e quem não ama / Vira fonte de opressão!

Vira fonte de opressão / Quem detesta o seu irmão!


6. Já, porém, não basta, amigo, / A esperteza de Jacó,
Um direito por si só / Não é mais do Céu penhor,
Nossa lei agora é outra, / O Evangelho é que nos diz,
Só será sempre feliz / Quem amar com pleno amor!

Quem amar com pleno amor / Vai reinar com o Senhor!

 

João de Araújo

 

 

 

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