Princípios fundamentais da Liturgia

PRINCÍPIO FUNDAMENTAL:

"Lex orandi, lex credendi"

 

1 - Para uma profunda consciência de liturgia, numa visão geral e num aprendizado sério, assimilando o ensinamento tradicional da Igreja sobre o mistério litúrgico, devemos inicialmente dizer que a norma da oração é a norma da fé, ou seja, aquilo que rezamos é aquilo que cremos. Daí, o adágio litúrgico: "Lex orandi, lex credendi". Portanto, não rezamos e cantamos na liturgia, mas rezamos e cantamos a liturgia. Este princípio fundamental está exigindo profunda mudança na nossa pastoral litúrgica, em sentido amplo, o que, às vezes, não tem sido objeto de reflexão.

 

A LITURGIA COMO "AÇÃO SIMBÓLICA"

 

2 - A palavra liturgia, etimologicamente, vem do grego: "laos", que significa povo, e "ergon", que significa obra, trabalho. Portanto, a Liturgia "é algo que se faz". Como se vê, em sentido primitivo, liturgia significa, pois, serviço do povo, e no vocabulário teológico da Igreja, mesmo com as reformulações mais atuais e expressivas, significa, sempre, celebração do povo, enquanto assembleia por Deus convocada. Esta compreensão é fundamental, por ser Deus a origem e o temo da Liturgia, afastando-se, pois, o possível entendimento por muitos de que a Liturgia seria iniciativa da Igreja. A Igreja, sim, a disciplinou na ritualidade que conhecemos, ritualidade que sofre mudanças no correr dos tempos, sem mudar a sua essência. 

 

3 - Em documentos litúrgicos, a Liturgia é traduzida, com acerto, como ação sagrada ou ação simbólica. O conceito de ação é, pois, empregado com frequência pelos textos do Concílio Vaticano II, unido aos adjetivos "eclesial", "sagrada", "pastoral" ou "apostólica", destacando-se a ênfase dada à liturgia como ação sagrada por excelência, onde nenhuma outra ação da Igreja se encontra no mesmo nível (cf. SC 7d). Toda a liturgia é, portanto, ação simbólica, que, servindo-se de sinais sensíveis e visíveis, aponta para o mistério insondável de Deus.

 

A LITURGIA COMO EXERCÍCIO DO SACERDÓCIO DE CRISTO

 

4 - A liturgia, como se vê, não é mera devoção, catequese ou simplesmente ocasião de culto. É ação de Cristo no projeto redentor de Deus, que se faz visível na Igreja. Aqui, o grande liturgo é, verdadeiramente, Cristo, no exercício de seu sacerdócio real, ao qual, pelo batismo, ele incorpora todos os fiéis. Esta ação, sagrada por excelência, voltamos a dizer, aponta para o compromisso libertador e missionário de todo o povo de Deus.

 

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João de Araújo 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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